Jornalista já está acostumado com isso, mesmo assim foi difícil escrever a resenha dessa semana do UOL. Motivo: o livro é muito bom! Sério, não me lembro de ter lido uma obra de estreia tão boa quanto “Lugar”, de Reni Adriano (editora Tinta Negra). Falar mal, criticar, apontar falhas... Tudo isso é muito fácil. Sei lá, jornalista já nasce com uma língua ferina, veneno na veia, instinto aguçado para ver o lado ruim da coisa. Não me queixo dessas minhas, digamos, qualidades. Por isso mesmo, fiquei muito insegura em escrever uma resenha de um grande livro sem uma fortuna crítica nas costas, como respaldo. Perguntava a mim mesma ao longo da leitura: “caramba, será que esse livro é isso tudo que estou enxergando?” É.
O livro chegou até minhas mãos pelo Bruno, amigo querido que já me indicou outras coisas boas no passado. Adoro quando ele diz que tem um livro para mim, que viu e lembrou de mim, essas coisas. Adoro ganhar livros. Mas desse bateu um medinho.
Livro de estréia de um moço desconhecido, sem precedentes nos jornais, nem nas revistas literárias. Dei um Google para ver o que descobria do Reni, mas a conversa com o Bruno foi mais esclarecedora. Sabia que o livro tinha vencido um prêmio literário em Minas (o que, convenhamos, nem sempre significa alguma coisa) e que o autor é um cara bem interessante, formado em filosofia, que cresceu na periferia de São Paulo sem se contaminar com a violência que levou alguns de seus amigos... E por ai vai.
Pensei: lá vem mais um livro com a violência meio de deusa e que a gente, mortais da classe média, tem que ler com respeito, no mínimo. Chato.
Não é nada disso. “Lugar” é um livro completamente original. Tem muito mais da memória de uma interiorana Minas Gerais (onde Reni morou até os sete anos) do que da São Paulo barulhenta e perigosa de hoje.
Mas o que chamou minha atenção foi um incrível exercício narrativo. Um trabalho primoroso de quebra da palavra ao meio, pura inovação linguística.
Socorro: nasce uma estrela da literatura e eu estou aqui, assistindo tudo de camarote.
Tenho mesmo muita sorte!
A resenha, com direito a mini entrevista (com big respostas) do autor, em:
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/narrativa-totalmente-original-toma-conta-de-lugar-do-estreante-reni-adriano.jhtm
p.s.: Por favor, leiam! E depois me digam se tudo isso é um delírio meu.
segunda-feira, 29 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Fevereiro russo
Não, não foi influenciada pelo meu inferno astral que escolhi o título desse post. É dediquei fevereiro aos autores russos nas minhas resenhas do UOL. E quem me deu essa ideia foi a carinhosa atendente da Livraria da Vila, da Vila mesmo, que não lembro o nome. Sempre fico ali rondando a mesa de lançamentos, escutando as conversas no café para ver que livro tem a cara do leitor do portal e dia desses ela me abordou. Perguntou o que eu fazia, expliquei, e ela me levou direto para esses dois lançamentos da Editora 34: “Gente Pobre”, de Dostoiévski; e "Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk", de Nikolai Leskov. Dois livros incríveis. Imperdíveis. “Gente Pobre” foi o primeiro livro de Dostoiévski , responsável pelo sucesso automático do escritor. É um romance epistolar, mas com ampla visão social. Lady Macbeth é um dos livros mais incríveis que eu li na minha vida. Relata a transformação de uma mulher “normal” numa assassina cruel, com uma história de paixão desmedida arrebatadora. Tipo imperdível.
As resenhas:
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/romance-de-nikolai-leskov-expoe-a-transformacao-de-uma-mulher-comum-em-assassina.jhtm
http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/gente-pobre-de-fiodor-dostoievski-inaugura-o-romance-social-russo.jhtm
p.s.: o inferno astral acabou, já estou de volta! :D
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Dica do Humberto
Quando o Humberto me dá alguma dica, eu anoto. Nunca falha. Esse link ele me passou hoje. Gente, o que é isso?
http://www.youtube.com/watch?v=4Zvgg7Mp49M
http://www.youtube.com/watch?v=4Zvgg7Mp49M
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Carnaval da Julia
(Ela adorou o bailinho, mas curtiu mais correr no campo de futebol)
(A primeira fantasia, de havaiana (feita pela vó Sílvia), no dia do caruru do Carlos Ribeiro na casa da Beta)
Foi uma folia danada em São Paulo. Parece que metade da cidade resolveu ficar por aqui - e justamente a metade mais legal! Teve bloco, festinhas ótimas, samba e Julia sendo batizada por momo. Cultura carnavalesca 100% lá em casa! Teve confete no chão da sala nos quatro dias. E o primeiro bailinho dela que será lembrado para sempre.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Que guay!
Uma historinha engraçada: quando morei na Espanha, entre 2001 e 2002, aprendi uma palavra que adorei. "Guay". Semprei usei no lugar "legal", "bacana" ou alguma coisa nessa linha. Guay para tudo: gente, sensações, lugares, coisas. Digamos que eu adotei essa palavra, assim como adotei "meu" do paulistano (amo!). Não sei bem onde e como aprendi. Com os amigos não foram, já que no ano passado descobri que ela soa meio estranha dita por mim. Quem disse isso foi minha alterego catalana Marta. Ela quis dizer que "guay" é uma palavra muito infantil, que só criança diz na Espanha e tal. Que pena. Mas nem por isso deixei de usá-la (eu gosto e pronto). Hoje recebi um link dela maravilhoso, com um texto sobre a etimologia do "guay". E ler me fez gostar mais ainda!
Para quem tiver curiosidade:
http://etimologias.dechile.net/?guay
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Com 1 ano e 5 meses a Julia é um ser...
... feliz! Dorme sorrindo, acorda sorrindo. Tem uma gargalhada deliciosa. E solta sem economia.
... que ama barulho. Não pode escutar uma música que sai a dançar, convidando todo mundo ao redor para entrar no passo. P.s.: está sendo educada segundo a lógica “música boa é música boa”. Escuta o que eu escuto. Abro exceções para alguma coisa do Palavra Cantada, Adriana Calcanhoto, velhas trilhas sonoras... Mas ninguém merece essas músicas infantis chatíssimas.
... que ama gente, em especial crianças. Se encanta com os meninos da idade do primo Caio e do superamigo Tato e se derrete pelos bebês, que chama de nenê.
... muito carinhoso. Parece uma gatinha se enroscando. Beija todo mundo, abraça apertado, gosta de fazer carinho no meu rosto e na minha barriga (!).
... muito inteligente. Já conhece as partes do corpo (tem adoração por barrigas, pede para ver a minha e a de quem estiver perto, o que rende alguns momentos de constrangimento, claro), reconhece alguns animais, entende tuuudo que a gente fala.
... que já ama o belo. Dia desses, dei duas sandálias pra mocinha e ela passou dias mostrando para todo mundo a beleza que tinha nos pés.
... bem à vontade com o mundo das letras. Já tem seus livros preferidos e passa muito tempo (no tempo dela isso seria 15 minutos) lendo no sofá, às vezes sozinha, às vezes dividindo as surpresas comigo. Ah, e também adora revistas – mas nessas ela faz, digamos, uma leitura criativa com interação radical.
... que cada dia parece mais comigo. :-)
... que ama barulho. Não pode escutar uma música que sai a dançar, convidando todo mundo ao redor para entrar no passo. P.s.: está sendo educada segundo a lógica “música boa é música boa”. Escuta o que eu escuto. Abro exceções para alguma coisa do Palavra Cantada, Adriana Calcanhoto, velhas trilhas sonoras... Mas ninguém merece essas músicas infantis chatíssimas.
... que ama gente, em especial crianças. Se encanta com os meninos da idade do primo Caio e do superamigo Tato e se derrete pelos bebês, que chama de nenê.
... muito carinhoso. Parece uma gatinha se enroscando. Beija todo mundo, abraça apertado, gosta de fazer carinho no meu rosto e na minha barriga (!).
... muito inteligente. Já conhece as partes do corpo (tem adoração por barrigas, pede para ver a minha e a de quem estiver perto, o que rende alguns momentos de constrangimento, claro), reconhece alguns animais, entende tuuudo que a gente fala.
... que já ama o belo. Dia desses, dei duas sandálias pra mocinha e ela passou dias mostrando para todo mundo a beleza que tinha nos pés.
... bem à vontade com o mundo das letras. Já tem seus livros preferidos e passa muito tempo (no tempo dela isso seria 15 minutos) lendo no sofá, às vezes sozinha, às vezes dividindo as surpresas comigo. Ah, e também adora revistas – mas nessas ela faz, digamos, uma leitura criativa com interação radical.
... que cada dia parece mais comigo. :-)
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