terça-feira, 23 de dezembro de 2008

2009 e um desejo


Eu e minha boneca desejamos que 2009 seja de pura fantasia!
Como num sonho...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"O Tigre Branco"

Mais um livro gostoso, que não pode faltar na sua cesta de leitura das férias. Daqueles que nos faz rir constrangidos, meio envergonhado de achar graça em tanta desgraça.

Vai lá:
http://diversao.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/2008/12/22/ult5668u71.jhtm

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

8 meses

(Depois da chuva, a flor que o Cenê e a Mi me deram)

A dor da saudade é física. É pontuda, fina, começa debaixo do peito, toma o corpo, paralisa, nos contorce. Depois foge pela testa. E deixa pra sempre um rombo que lateja.

A alegria do encontro também é física. Faz cócegas no centro do peito, se espalha pela barriga em ondas, alcança as extremidades do corpo com um arrepio. É doce, quase posso sentir. De tão profunda às vezes dói também - uma dor frouxa, que se joga fora com um suspiro.

p.s.: extraído de uma tarde de papo livre e inspirado com minha amiga Aline. Muitas dessas palavras são dela...
p.s2.: hoje é dia 18. Faz oito meses que acordo sem ele. E quase quatro meses que acordo com ela.
p.s3.: hoje tem show da Madonna. Se ele estivesse aqui, iria comigo, não sem antes (e depois) fazer piada da minha cara de fã e de todas as falhas que encontrasse no palco. E eu ia rir de tudo que ele dissesse...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O que fica


Em 2008,
vivi minha maior perda e minha maior conquista;
chorei de amor incontáveis vezes, hora com tristeza, hora com alegria;
entendi o que é a dor da saudade e o que é a emoção do encontro;
perdi as esperanças, depois ganhei outras, verdes e com asas;
me senti só e fui abraçada por mil braços;
amadureci 100 anos e rejuvenesci outros 100.






terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O livro do ano

"A Viagem do Elefante", de Saramago, é o livro do ano - na minha mais modesta opinião. Ainda não li (estou lendo agora) "O Tigre Branco", mas em língua portuguesa duvido que algo me surpreenda mais nesse finalzinho de ano do que a hilariante travessia de salomão (o elefante) entre Portugal e Áustria, no século 16.
Saramago me provou que está em sua melhor forma, mesmo depois do Nobel e de quase morrer com problemas respiratórios. Nada mais a dizer a não ser: leiam! O livro é irônico, bem-humorado, cri-cri na medida certa. E viva a volta por cima de Saramago!

Resenha no:
http://diversao.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/2008/12/08/ult5668u67.jhtm

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cenas de Julia

Tem tanta foto linda da minha filha com os amigos que resolvi abrir a Galeria da Julia. Postarei, vez ou outra, fotos dela em seus encontros. Vida social agitada tem minha gatinha, viu.

Érikita, que paparica a Ju por ela e pelo dindo


Mima, Caio e Ju em dos muitos momentos lindos nos braços da titia

A menina e Humberto - eles se conhecem desde a barriga


Aline (a dinda), Dani e Ju, num dia perfeito de parque e almocinho em casa

Euzinha, Ju e Caio (no centro) e a turma do primo: todos babaram na minha bebê

Aline, Txell, Fê e Ju - programinha gostoso de fim de dia tem bolo de cenoura e colo dos amigos


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Gesto de boa vontade


Nesse link abaixo está o texto que eu fiz para o UOL sobre o livro "O Dom", de Nikita Lalwani (Nova Fronteira). Mas aqui quero acrescentar algumas impressões de ordem pessoal - tão pessoal que não ficaria bem colocar na resenha.

Esse é um (atualmente raríssimo) exemplo de livro de estréia muito bom. Não à toa, foi indicado ao Man Booker Prize do ano passado. Dá para resumir assim: não tem nada demais, além de um texto incrível. O enredo é de uma menina superdotada em matemática que a duras penas mantém a fama conquistada com o seu dom. Principalmente em família, já que o pai resolve prepará-la para entrar em Oxford com apenas 14 anos.

Sabe aquelas notícias de superdotados que entram na faculdade antes de começar o colegial? Rumi, a personagem do livro, é uma dessas.

Mas enfim, como digo na resenha, esse é um livro cheio de camadas e com duas delas eu me identifiquei bastante. Logo no começo da história, Shreene viaja pela Índia acompanhada da filha Rumi e vivencia alguns insights.

1. Shreene (a melhor personagem do livro) pisa na Índia aos 30 anos e com uma filha, depois de nove anos morando em Londres, para assistir ao funeral do pai. Logo no aeroporto de Délhi, ela se hipnotiza pelo cheiro de "poluição e pela poeira que se agitava no ar-condicionado abafado". E pensa que sua chegada em casa significava apenas uma coisa: "que ela teria de ir embora".

Acho isso ótimo porque conversa com um assunto muito delicado, ao menos para mim: minha relação com Recife, cidade onde nasci.

Eu acho Recife linda. Realmente, acho a cidade mais linda do país, só perdendo mesmo para Fernando de Noronha (mas aí não conta!). Só que eu não consigo me imaginar voltando a morar lá. Isso, para muitos recifences, soa com xingamento. Mas para mim Recife é a origem, a raíz, onde tudo começou e de onde eu sempre saio me sentindo preenchida de alguma coisa. É "a partir de" Recife que eu penso. E quando chego no Aeroporto dos Guararapes fico hipnotizada mais ou menos como Shreene.
2. A outra pira da Shreene, onde eu também viajei, é bem menos cricri. Em resumo, ela não sabia, mas quando esteve na Índia estava grávida do seu segundo filho. Quando os parentes souberam da gravidez, algum tempo depois, não resistiram à interpretação popular de que o bebê seria a encarnação do pai falecido. Claro que sua cabeça já bastante ocidentalizada não permite admitir uma loucura dessas, mas bem que ela fica balançada. E pensa: "Não havia como negar que Nibu (o nome do filho) era um gesto de boa vontade vindo de cima, tendo sido enviado em um momento de necessidade. Naquele novo deserto, onde seu afastamento parecia tão completo, Nibu cintilava e se remexia dentro de sua barriga como uma jóia em um escrínio de veludo."

Eu quase posso trocar a palavra Nibu pelo nome da minha Julia.


Ah, o link: